Segunda-feira, 24 de Julho de 2006
vidas dificeis
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Há uns anos atrás, numa universidade dos Estados Unidos, testou-se a influência do Efeito Pigmaleão no desenvolvimento dos indivíduos. A cada um dos estudantes que participou no estudo foi dado um rato de laboratório e um labirinto. A ideia era fazer com que os ratos aprendessem a sair do labirinto.
A metade dos estudantes foi dito que o seu rato era estúpido e que teriam que ter paciência, porque provavelmente este iria levar algum tempo até aprender onde é que era a saída. A outra metade dos estudantes foi dito o contrário: estavam na posse de ratos extremamente inteligentes que muito provavelmente iriam achar num ápice a saída do labirinto. Na realidade não havia diferenças entre os ratos, eram todos estúpidos como só um rato pode ser. Mas os estudantes não o sabiam.
Curiosamente os ratos “inteligentes” descobriram rapidamente a saída e aprenderam facilmente o caminho a tomar dentro do labirinto. Os ratos “estúpidos” levaram muito mais tempo quer a descobrir, quer a aprender o caminho. A experiência foi um sucesso, estava provado o Efeito Pigmaleão.
Ora se não existiam diferenças entre os ratos porque é que os supostamente inteligentes foram de facto os mais inteligentes? Porque, segundo diz a teoria, as expectativas e a percepção que temos relativamente a determinadas coisas ou indivíduos, mudam a nossa maneira de nos relacionarmos no sentido de alinharmos a realidade com o modo como a vemos. O que aconteceu foi que os estudantes que tinham os ratos “inteligentes” falavam com eles, estimulavam-nos mais, recompensavam-no com mais frequência, e tinham muito mais paciência para os ensinar que os estudantes que ficaram com os ratos “estúpidos”: já estavam à espera que o rato fosse uma besta e portanto nem os tratavam bem, nem se esforçavam minimamente para lhes ensinar a saída.
Comparo ao Efeito Pigmaleão ao ler uma notícia no jornal onde perguntavam aos portugueses quais as suas expectativas para os próximos 12 meses. Para além daqueles anormais que não sabem e não respondem (9%), só 27% é que acreditam que a sua situação económica vai melhorar. A crise continua. E depois queixem-se…


marquesarede às 01:55
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