Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007
ANO POLAR

Portugal participa pela primeira vez no Ano Polar Internacional, um programa científico e educativo centrado no Árctico e na Antártida, que envolve mais de 50 mil cientistas, entre os quais 15 portugueses, de nove centros de investigação e universidades nacionais.

No programa, que vai ser apresentado esta quarta-feira em Lisboa, os cientistas vão tentar responder a 200 questões centrais, dispondo de 330 milhões de euros para investigações nos pólos Norte e Sul.

Com vista a estudar o fenómeno das alterações climáticas, sendo que os pólos são um motor do sistema climático, os cientistas quererem estudar a química da atmosfera polar, bem como a geologia e a biologia dos ecossistemas do gelo e ainda astronomia, com recolha de meteoritos na Antártida.

«As regiões polares são das mais sensíveis do planeta às variações climáticas. É nessas regiões que se prevê que haja um maior aumento das temperaturas nos próximos anos e é ai que se têm verificado as maiores mudanças ao nível ambiental», explicou à TSF Gonçalo Teles Vieira, investigador do Centro de Estudos Geográficos.

No programa do IV Ano Polar Internacional, que se estende até Março de 2009 com dois ciclos anuais, os cientistas portugueses envolvidos vão investigar desde as ciências biológicas às ciências da terra e criosfera, ciências atmosféricas, planetárias e astronomia.

Gonçalo Teles Vieira disse também esperar esta iniciativa leve ao aumento do número de investigadores portugueses na zona polares, tendo em conta que nos últimos 30 anos estiveram na Antártida apenas oito cientistas nacionais.

O investigador lamentou assim que as investigações portuguesas sejam um trabalho isolado, sendo que nestas «colaborações com programas estrangeiros» é possível trabalhar em conjunto, e acrescentou que falta um «interesse oficial que dê mais apoio às investigações».

Gonçalo Teles Vieira lembrou ainda que um esforço de investigação a nível internacional desta dimensão já não acontecia «há 50 anos».

O programa tem também uma vertente educativa, a que foi dado o nome de "LATITUDE60", patrocinado pela Agência Ciência Viva, que visa educar e sensibilizar os estudantes do ensino básico e secundário sobre as regiões polares e mostrar-lhes a sua importância para a dinâmica e regulação climática do planeta.

Trata-se de uma iniciativa portuguesa que é também um concurso nacional, cujo primeiro premio consiste numa visita a uma base científica na Antártida.



marquesarede às 20:21
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